07/02/17

CONGRESSO NACIONAL PARA ASSISTENTES OPERACIONAIS E TÉCNICOS AUXILIARES DE SAÚDE


   Organizado e realizado pela ATSGS ( Associação de Trabalhadores dos Serviços Gerais de Saúde ), este ano subordinado ao tema: "Assistentes Operacionais/ Técnicos Auxiliares de Saúde que futuro".




 


















26/01/17

AGUENTAR ATÉ QUANDO?





Horários de Trabalho dos Assistentes Operacionais

   As administrações hospitalares não têm funções legislativas mas executivas, por isso, não têm de inventar e impor leis que já estão aprovadas e publicadas em Diário da República, como é a lei do trabalho. É por demais evidente que ao não serem consultados os trabalhadores sobre as mudanças  nos horários de trabalho, como seja o início e fim dos turnos, só mostra uma falta de respeito pelos trabalhadores e que está a ter um preço ainda desconhecido por esta tomada de atitude.
   Está a tornar-se hábito contar com tolerância magnânima dos Assistentes Operacionais e mês após mês, os horários saem demasiadamente sobrecarregados, com jornadas de trabalho de 12, 13, e 14 horas consecutivas. Apesar das promessas de melhorias futuras, os horários e o tempo vai passando sem que nada de melhor aconteça e pior é que no mesmo hospital se permite a elaboração de escalas de turnos de duração diferente a trabalhadores que executam as mesmas tarefas e dentro das mesmas orgânicas estruturais.
   Basta de abusos!
   Andam a implantar uns encarregados que parece que não sabem e nem querem saber qual é o seu primeiro e principal papel, dando a entender que, a troco de um lugar de comando, rapidamente passaram uma esponja pelo seu passado e raramente vêm em defesa das leis e dos colegas. Convém lembrar a todos os que chefiam os Assistentes Operacionais e em particular àqueles que antes de mandar, também já executaram as mesmas tarefas, que têm a obrigação de saber e dar mostras de que sabem minimamente de que lado estão. E se estão do lado dos administradores, compactuando e aceitando ser mensageiros destes, não esperem que os tratemos como colegas; se estão do lado dos Assistentes Operacionais para fazer respeitar a sua carreira, desde o horário à sua função, têm de dar provas disso e não perdem nada, só têm a ganhar, se respeitarem as leis e as pessoas sob a sua alçada ou seja dignificando o seu posto de mando e ao grupo profissional dos Assistentes Profissionais, do qual todos fazemos parte.







14/12/16

DIREITOS E DEVERES NO TRABALHO



   Quando o Assistente Operacional, em particular aquele que trabalha num hospital do SNS,  termina a sua jornada e ainda não há quem o substitua, o que deve fazer?
   Alguém sabe onde está escrito que ele, acabado o seu turno, possa sair da instituição?
   Claro está, quando acontece esta situação, se o mesmo assistente operacional continuar o turno do colega dá um grande alívio aos encarregados  que costumam descarregar nos  assistentes operacionais a resolução de um problema que não é deles, mas dos encarregados, e só.
  Ora, nenhum encarregado e muito menos os chefes de enfermagem de um determinado serviço podem obrigar os assistentes operacionais a ficar depois de cumprida a sua jornada de trabalho. E nenhum encarregado, nem nenhum chefe de enfermagem pode pretender a normalidade do serviço quando há uma falha cuja solução é da inteira responsabilidade de quem chefia. E se a responsabilidade não é do encarregado, então este, deve exigir ao seu superior hierárquico uma solução.
  Há que não confundirmos os assistentes operacionais com os  "criados", que em tempos idos trabalhavam nos hospitais e eram criados para todo o serviço. Os assistentes operacionais de hoje têm o direito de trabalhar como Técnicos Auxiliares de Saúde. É bom que todos saibam que é o próprio Ministério de Saúde que está em falta para com  os profissionais que auxiliam os médicos e enfermeiros e em muitos outros serviços dos hospitais. Onde está a carreira? Onde está o cumprimento do horário de trabalho?
   A profissão de Auxiliar, chamem-lhe Assistente Operacional ou Técnico Auxiliar, mas não confundam estes profissionais com trabalhadores só com deveres. É bom que todos entendam que os AO têm deveres, mas também têm direitos.
   E a profissão de Assistente Operacional deve ser autónoma dos enfermeiros, deve ser organizada por assistentes operacionais com carácter, com formação, com reconhecimento merecido pelo trabalho e capacidade para trabalhar como encarregado de assistente operacional e de assistente operacional.
   Porque a continuar a fazer como se está a fazer, ou seja, impor jornadas de trabalho, assim qualquer assistente operacional pode ser escolhido para encarregado de assistentes operacionais. Há casos por aí em que os menos aptos foram escolhidos para encarregados. Porquê? Porque quem resolve os problemas, por exemplo, da falta de pessoal, têm sido resolvidos pelos outros assistentes que já cumpriram o seu turno de trabalho. A responsabilidade de assegurar os turnos é ou não dos encarregados? Não é dos assistentes operacionais! Então o que devem os assistentes operacionais fazer naqueles casos em que falta alguém no serviço, por exemplo, porque se atrasou ou que faltou mesmo? Dizer ao encarregado e à instituição que organizem os recursos humanos de forma a terem soluções que estejam preparadas para solucionar o problema das faltas de pessoal. Por exemplo, criar uma equipa especial, um grupo de assistentes operacionais que depois serão distribuídos pelos serviços onde  haja faltas de pessoal que não estejam previstas.
   Só que enquanto houver assistentes operacionais a serem "criados" para tudo, enquanto não se libertarem das culpas que não são deles, mas das más organizações dos encarregados e gestores, é claro que não se resolve o problema.
   Os assistentes operacionais cumprem o seu dever, mas não devem esquecer que têm direitos!  



02/12/16

ASSISTENTES OPERACIONAIS UNIDOS

Foto copiada da internet

   Após 15 dias em greve, os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica vão ter finalmente as suas carreiras actualizadas.

   Como se vê quem bate o pé e não desanima alcança o que busca. Durante a greve causaram muitos transtornos e muitos problemas no normal funcionamento dos serviços de cuidados de saúde. Adiaram-se exames médicos, análises, cirurgias e nos serviços de internamento dos hospitais com certeza que houve pessoas que, por causa da greve destes profissionais, prolongaram a sua estada no hospital.
   A união e a firmeza destes profissionais acabou por lhes compensar. Os hospitais fecharam por causa da greve dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica? Foram assegurados os serviços urgentes ? A ambas as perguntas a resposta é a mesma: Não.
   Então os assistentes operacionais também têm motivos reais para fazer valer os seus direitos, a começar pelas suas carreiras e no reconhecimento do seu trabalho como profissionais importantes e essenciais para o bom desempenho dos hospitais e centros de saúde.
   União dos milhares de assistentes operacionais e os sindicatos também unidos, tenho a certeza que o Ministro da Saúde, finalmente, dignificava os Assistentes Operacionais e Técnicos Auxiliares de Saúde.
  

29/11/16

ASSISTENTES OPERACIONAIS ATÉ QUANDO?


Trabalhar muitas horas seguidas, sem o devido e merecido tempo de descanso, não significa que a pessoa produza mais. E o trabalhador que aceita trabalhar muitas horas, pensando apenas no dinheiro extra que vai depois receber, nem sempre compreende e muitas vezes critica aqueles colegas que trabalham as horas normais e não vão mais além de dois, três turnos a mais. Só pelo facto de recusarem um sem número de turnos e considerarem que há mais vida para além do trabalho, estes trabalhadores são rotulados pelas chefias e por alguns colegas, como pouco empenhados, e  que não se esforçam.
   No que diz respeito aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, a falta de recursos humanos é cada vez mais preocupante.
   A falta de Assistentes Operacionais está à vista de qualquer pessoa que entre num hospital. Observe o que se vai passando, por exemplo, nos serviços com doentes internados. Ou pergunte aos assistentes operacionais desse serviço quantas horas a mais estão a trabalhar, a hora a que entraram e a hora a que vão sair, há quantos dias não têm um dia de descanso ou há quantas semanas não têm um domingo livre para estar com a família.
  Conheço muitos assistentes operacionais que estão cansados, descontentes, desmotivados e amarrados a horários sobrecarregados. E a realidade é que não estão a contratar mais profissionais, optando por alterar os horários de trabalho e sobrecarregar os poucos que estão.
   O grave desta situação é que as ordens vêm de cima, os encarregados aceitam e impõem aos assistentes operacionais turnos de 13 horas consecutivas, permitem que se inicie o turno ao princípio da tarde e entre pelo turno da noite, saindo do trabalho às 8 horas da manhã do dia seguinte. Quando estas ordens vêm de cima e enquanto as chefias intermédias as acatarem sem se importarem com o cumprimento das leis laborais, o problema não será resolvido.
   Eu não acredito que quem trabalha 13 horas consecutivas ou quem trabalha tarde e noite seguido, seja sinónimo de mais produção e melhor desempenho nas diversas tarefas a executar durante essas horas de trabalho. Se estes atropelos acontecessem esporadicamente porque ocorreu uma tragédia, uma situação grave e inesperada, como a morte de um familiar, até admito tantas horas de trabalho. Fora dessas situações, eu a estes horários de trabalho comparo-os a uma prática de “escravidão”.
   E preocupante é a passividade com que muitos assistentes operacionais aceitam e continuam a trabalhar nestas condições. Se isto não bastasse, este grupo de profissionais recebem baixos salários, as carreiras estão paradas e não têm o seu devido registo na Autoridade Nacional de Qualificações, não existindo portanto, a profissão de Assistente Operacional (área da saúde) e a de Técnico Auxiliar de Saúde está por homologar pelo Ministério da Saúde.
   Até quando, meu Deus, vamos trabalhar assim?

17/11/16

DIAGNOSTICAR O QUE JÁ ESTÁ DIAGNOSTICADO?

  
NOVA PROPOSTA DO NOVO REGIME DE FORMAÇÃO
NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  

     

A notícia vem publicada no Dinheiro Vivo, suplemento semanal distribuído juntamente com o Jornal de Notícias. Depois de ler o artigo, fico com a ideia que alguma coisa se vai alterar nas carreiras gerais dos trabalhadores do Estado, independentemente do vínculo contratual.
Diz a notícia que:
"Os serviços e órgãos da administração pública vão ter de fazer diagnósticos sobre as necessidades de formação profissional e identificar os trabalhadores integrados nas carreiras gerais que não exigem licenciatura ou uma habilitação de grau superior, para que estes possam ser encaminhados para um programa de reforço de qualificações.
Esta é uma das medidas que integra a proposta do novo regime de formação na administração pública que a secretária de Estado Carolina Ferra quer começar a discutir com os sindicatos.

Na proposta de diploma, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, reforça-se ainda o papel da Direção-Geral para a Qualificação dos Trabalhadores em funções Públicas (INA) como entidade coordenadora da formação e clarificam-se as modalidades de formação: inicial (para quem vai entrar no Estado) e contínua. Cria-se ainda uma tipologia expressamente direcionada para os trabalhadores em valorização profissional – que vai substituir a requalificação a partir de janeiro. Neste caso o objetivo é o reforço de competências dos trabalhadores de forma a que possam mais facilmente ser reencaminhados para outro serviço".
Leia a notícia aqui: